Técnicas de transplante capilar


Técnicas de transplante capilar Evolução das técnicas de transplante capilar garante naturalidade no resultado.

Queda de cabelo tem muita incidência também em mulheres.

Jorge Fernandes* tem 30 anos e seu pai é calvo. Aos 20 apresentou um padrão de queda de cabelo não muito acentuado. Cinco anos depois começou um tratamento medicamentoso com recomendação médica. “Regrediu a queda, mas o cabelo que caiu não voltou”, diz. Apesar de ter considerado boa a resposta ao remédio, o jovem continuava insatisfeito. “Uma das limitações é o desconforto social que existe”, explica. Por isso, decidiu fazer a cirurgia de transplante capilar e procurou um dermatologista. “O resultado é excelente, tem um padrão natural e é quase imperceptível. Quem já me conhecia fala que estou com cara de mais novo. Quem não, nem suspeita que eu fiz um transplante”, relata. Para ele, o padrão de calvície precoce não é bem aceito culturalmente, ocasiona um envelhecimento da aparência e influencia na auto-estima.

Inventor da técnica Preview Long Hair ou Transplante Folicular com Fio Longo - usada por médicos da Rússia, Índia, Canadá, EUA e América do Sul - o cirurgião plástico mineiro Marcelo Pitchon corrobora a experiência de Jorge: “o paciente calvo é muito preocupado com a discrição. Ele não quer que as pessoas saibam que ele fez transplante”. Segundo o especialista, hoje em dia, o tratamento começa cedo, e são muito raros os casos de calvície total. Por isso, o efeito natural é imprescindível. “As pessoas acham o paciente mais jovem, mais relaxado, mas não conseguem descobrir o que é. Emagreceu? Tirou férias? Essa questão da indetectabilidade, da discrição, da privacidade da cirurgia é crucial”, explica.

Mitos e verdade

•A alimentação pode influenciar na queda de cabelo. “Sabemos que os vegetarianos apresentam mais tendência porque tem menor quantidade de ferro no organismo”, afirma Miranda. No entanto, outros nutrientes são importantes e é preciso uma avaliação médica para ver a deficiência e tratar a causa.

•Terapias alternativas – como a carboxiterapia e a mesoterapia - são usadas sem nenhuma evidência científica. “É sempre bom procurar um dermatologista ou cirurgião plástico”, adverte Miranda.

•Xampus e cremes não interferem no quadro de queda de cabelo. “É mais lenda. A seborreia pode aumentar a quantidade de caspa e contribuir com a queda de cabelo”, afirma o dermatologista.

•Os tipos de escovas – como a progressiva, para citar a mais conhecida - podem causar danos físicos ao cabelo, mas apenas queimaduras químicas podem provocar a queda definitiva dos fios em alguma região da cabeça. Outra exceção é no caso de uma pessoa extremamente sensível ou alérgica. Mesmo assim, Pitchon acredita que nesses casos seria um erro de amador na concentração dos produtos químicos utilizados para alisar os cabelos. “A mulher tem que se precaver e procurar produtos adequados e profissionais responsáveis”, alerta o cirurgião plástico.