Finasterida para tratar a calvície


Finasterida para tratar a calvície Estudo questiona efeitos da finasterida para tratar a calvície na sexualidade masculina

Pesquisa incluiu os dados de mais de 5.700 homens que usaram a medicação que entre os efeitos colaterais citados na bula estão redução da libido, disfunção erétil e problemas na ejaculação.

Nenhum dos 34 testes clínicos com finasterida, um remédio muito popular para combater a calvície, fornecem dados suficientes sobre os possíveis efeitos colaterais na sexualidade de seus consumidores, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (01/04). "Os pacientes e os médicos que o prescrevem supõem que este medicamento não oferece perigos, mas a verdade é que não há informação suficiente para estarem seguros disso", explica Steven Belknap, professor adjunto de dermatologia na Universidade Northwestern em Chicago (Illinois, norte) e principal autor da investigação.

O estudo - publicado no Jornal da Associação Americana de Medicina (JAMA, na sigla em inglês) - desperta questões sobre a segurança deste medicamento, conhecido como finasterida e comercializado com os nomes de Propecia e Proscar.

Aprovada em 1992, a finasterida combate a calvície interferindo com a testosterona. O gigante farmacêutico Merck lista entre seus efeitos colaterais a redução da libido, a impotência e problemas na ejaculação, entre outros.

Além disso, o estudo de Belknap e de sua equipe mostra que estes efeitos secundários ainda não foram adequadamente estudados. "Nenhum dos 34 testes clínicos publicados fornecem informação adequada sobre a gravidade, frequência ou reversibilidade dos efeitos colaterais na sexualidade", informa o texto.